Pensei que não servisse para nada, mas tenho falado com ela.
Falado não, desabafado.
Limito-me a falar, a chorar e a amarrotar as almofadas quando as aperto contra o peito.
Ela escuta.
Não compreende, mas escuta quieta.
Ontem à noite lambeu-me a mão.
Talvez compreenda, quando escuta quieta.
27 de fevereiro de 2010
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